Marketing de Guerrilha



Ao transpor os conceitos de guerrilha do campo militar para os negócios, Jay Conrad Levinson mostrou que pequenas empresas podem adotar táticas alternaticas de marketing para sobreviver no mercado atual, cada vez mais competitivo e mais parecido com um território em guerra

Quando pensamos na palavra guerrilha, imagens de guerras e confrontos armados vêm imediatamente à nossa cabeça. O termo, que teve origem na Guerra do Vietnã, está fortemente associado a estratégias bem elaboradas de ataques por uma parte mais fraca contra outra mais forte. Uma das principais características da guerrilha é contar com o elemento-surpresa para anular as deficiências de quem ataca - sejam elas de equipamentos ou treinamento militar.
Em 1984, Jay Conrad Levinson vislumbrou um campo de atuação para a palavra e criou o "guerrilla marketing", traduzido para o português como marketing de guerrilha. Ele descreveu o marketing de guerrilha como uma estratégia capaz de "atingir as metas convencionais, tais como lucros e alegria, com métodos não convencionais, como investir energia em vez de dinheiro". Ao transpor os conceitos de guerrilha do campo militar para os negócios, o autor mostrou que pequenas empresas podem adotar táticas alternaticas de marketing para sobreviver no mercado atual, cada vez mais competitivo e mais parecido com um território em guerra.
A intervenção urbana é uma das “modalidades” mais usadas no Marketing de Guerrilha. O motivo é simples: é uma das que mais impressiona o receptor. E foi exatamente esse artifício que a Procter & Gamble usou para promover a sua linha de papel toalha Big Spills. A empresa derramou produtos de tamanho gigante pela rua. Em Nova York foi colocada uma xícara de café de seis metros de altura derrubado e derramando sobre a calçada - com vapor e aroma do café feito na hora. Em Los Angeles havia um picolé de sete metros de comprimento no chão. Além do produto, uma placa compunha o cenário na rua: “esse é um pequeno trabalho para o Big Spills”.